Inhotim reabriu ontem suas portas com homenagem a Brumadinho, jornalista Caculeense acompanhou os fatos.


Depois de duas semanas fechado para visitação, após a tragedia do rompimento da barragem em Brumadinho, o Instituto Inhotim reabriu neste sábado e iniciou as suas atividades com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia em Brumadinho. Visitantes e funcionários foram convidados a participarem do ato, que ocorreu no Tamboril – espaço central do Museu, onde ficam uma árvore centenária símbolo do Inhotim e um dos cinco lagos do Instituto. Até 12h, o Inhotim contabilizou 1.650 visitantes.  O diretor Executivo do Inhotim, o Sr. Antonio Grassi, deu as boas-vindas aos visitantes e agradeceu a presença de todos nesse momento de luto e comocao na região. “O primeiro passo é a gente estar junto, reaberto, funcionando a pleno vapor. Além da arte e da botânica, os dois pilares mais importantes do Inhotim são os nossos funcionários, que trabalharam muito bem nesse momento de maior dificuldade, e os visitantes, que fazem esse lugar estar vivo. A reabertura do Inhotim significa um respiro para a região e uma forma de sinalizar que é possível ressignificar o território. É um recomeço para Brumadinho e também para o Inhotim”, afirma Grassi. Em solidariedade à comunidade de Brumadinho e a todos os atingidos pela tragédia, o Inhotim decidiu suspender temporariamente a visitação. O rompimento da barragem não atingiu fisicamente as dependências do Museu, mas abalou profundamente a equipe. Dos aproximadamente 600 funcionários do Instituto, 80% moram na região e 41 têm familiares desaparecidos ou com óbito confirmado. “Ver que mais de mil pessoas vieram ao Inhotim para apoiar a cidade e o Museu no pós-trauma é emocionante”, observa o diretor do Jardim Botânico, Lucas Sigefredo. A prioridade do Inhotim continua sendo prestar assistência à comunidade. Na última quarta-feira, os funcionários do Museu voltaram a trabalhar e participaram de uma programação voltada para acolhimento e bem-estar, com meditação, ioga, exibição de filme e rodas de conversa. Os gestores realizaram visitas presenciais às famílias  estiveram em reuniões, solenidades e cultos realizados, de forma a expressar todo o apoio, cuidado e carinho que um momento como esse exige. Desde o rompimento da barragem, o Inhotim vem discutindo os impactos do desastre e possibilidades de atuações junto à comunidade para minimização dos danos e para buscar novas alternativas para a região. Ao longo de seus 12 anos, o Inhotim desenvolve importantes projetos socioeducativos e ambientais. Segundo Grassi, o objetivo do Instituto é aproveitar essa expertise e pensar novas ações voltadas
especialmente para a recuperação do município.

Acesso

O trecho da BR-381, que é o mais acessado para ir ao Inhotim, está liberado. Todos os acessos via BR-040, passando pelo Retiro do Chalé, Casa Branca ou Piedade do Paraopeba, estão bloqueados.

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