Brasileiros presos com cocaína no Catar podem pegar pena de morte


Acusados de tráfico internacional, dois capixabas e uma paranaense foram presos no começo deste ano no Catar. O governo local divulgou a prisão nas redes sociais de Hosana Martinelli Porpino e Loanys José Goobl Alvarenta, do Espírito Santo e Francini Zanco, do Paraná, conforme apuração do portal A Gazeta.

O problema é que para este tipo de crime a legislação do país prevê até pena de morte. A prisão foi realizada no último mês de janeiro após a polícia local apreender cerca de 10 kg de cocaína com o trio.

A droga seria levada para a Tailândia, mas o plano foi descoberto depois que o avião em que os três brasileiros estavam fez um escala no Catar. No Brasil, a Polícia Federal do Espírito Santo iniciou uma investigação para apurar se existe uma quadrilha atuando no estado.


Conhecida por ‘Dona Maria’, mulher apontada como maior traficante da Bahia é solta do presídio de Juazeiro


A mulher apontada pela polícia como sendo a maior traficante da Bahia foi solta por habeas corpus expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA). As informações foram confirmadas ao G1 nesta quarta-feira (4), pela defesa dela.

A decisão foi expedida pela Justiça no dia 11 de fevereiro e ela foi liberada do presídio de Juazeiro, norte no dia 12. Com a revogação da prisão preventiva, Jasiane Teixeira, mais conhecida como “Dona Maria”, foi liberada do presídio sem usar tornozeleira eletrônica e sem a necessidade de prisão domiciliar.

Segundo a defesa, na decisão, o desembargador Lourival Almeida Trindade revogou a prisão preventiva de Jasiane, porque a prisão foi reconhecida como ilegal. Ainda na decisão, o desembargador escreveu “Mantença da custódia não justificada, com escoras, na concretude dos fatos. Desnecessidade da prisão cautelar. Ordem concedida”, o que significa dizer que não há provas concretas para manter Jasiane presa.

Jasiane é acusada pela polícia de envolvimento em mais de 100 mortes na região sudoeste do estado. Contra a suspeita, há também investigações por envolvimento com corrupção de menores, roubos, falsificações e tráfico de armas. Ela também foi condenada por envolvimento em morte de agente penitenciário.


Presos fazem greve de fome ‘fake’ no Acre e polícia acha comida estocada em garrafas


Policiais penais encontraram grande quantidade de comida armazenada dentro das celas no Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, no Acre, nesta terça-feira (3), após detentos da unidade anunciarem um dia antes uma greve de fome após a suspensão das visitas.

Ao G1, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que foram encontrados outros alimentos como pão, iogurte, bolacha, refrigerante, torrada, doce de leite e suco estocados pelos detentos.

A comida recusada pelos detentos foi doada para o Educandário Santa Margarida, Lar dos Vicentinos e também para as famílias de venezuelanos indígenas que estão morando em um prédio abandonado em Rio Branco.

“Entramos nas celas dos pavilhões O e P, que estariam em greve de fome, e encontramos bastante comida estocada, inclusive farofa em garrafas pet que estavam enterradas. Então, a gente acredita que eles estão mais dissimulando. Parte da comida que foi encontrada está comprometida e foi descartada e parte nós fizemos doação”, afirmou o diretor-presidente do Iapen, Lucas Gomes, em entrevista à reportagem.


Todos os casos suspeitos de coronavírus na cidade foram descartados em Vitória da Conquista


Todos os cinco casos suspeitos para infecção pelo novo Coronavírus (COVID-19) foram negativados, conforme os resultados dos exames laboratoriais enviados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), na tarde desta terça-feira (03).

“Os casos seguem clinicamente estáveis e já estão liberados do isolamento domiciliar, uma vez que três das amostras foram negativas tanto para vírus respiratório, quanto para o COVID-19. As outras duas positivaram para rinovírus, que é um tipo de vírus do painel respiratório, analisado pelo Lacen, e, sendo assim, descarta-se a necessidade de processamento dessas amostras para o Coronavírus”, esclarece Ana Maria Ferraz, Diretora de Vigilância em Saúde.

Conforme foi divulgado durante a coletiva que ocorreu na última sexta-feira, 28 de fevereiro, a Diretoria de Vigilância em Saúde adotou todas as providências cabíveis em relação aos casos, conforme orienta o Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com a diretora, a equipe já informou os resultados aos pacientes: “Assim que conversamos com os pacientes, eles se mostraram completamente aliviados e muito satisfeitos em poder voltar às suas rotinas diárias”, destacou a diretora.

Informações Blog do Rodrigo Ferraz


Igreja evangélica promete ‘imunização’ contra coronavírus e pode ser enquadrada por ‘charlatanismo’


O Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul classificou como passível de enquadramento em crime de “charlatanismo ou curandeirismo” a Igreja Catedral Global do Espírito Santo autoproclamada “Casa dos Milagres“. A instituição estava prometendo uma “imunização” contra o coronavírus por meio de um “óleo consagrado”. A celebração faz parte do culto chamado “O Poder de Deus contra o Coronavírus“. A doença tem dois casos confirmados no Brasil e outros 433 casos suspeitos no país.

No último domingo (01/03), o culto foi transmitido ao vivo nas redes sociais da igreja e conduzido pelo autoproclamado profeta Sílvio Ribeiro, responsável pelo local. A instituição pede que os fiéis vão à igreja “porque haverá unção com óleo consagrado no jejum para imunizar contra qualquer epidemia, vírus ou doença”.
Durante o culto de quase três horas, Sílvio comentou diversas vezes sobre o Covid-19. Em uma dessas situações ele chegou até mesmo a debochar da situação. “Mas a unção com óleo vai curar coronavírus?”, questionou. Logo depois, o profeta respondeu que Deus pode curar tudo.
Ribeiro também relacionou a doença a uma das profecias do apóstolo João, descrita no livro bíblico Apocalipse. Nessa hora, disse que era tempo de as pessoas pedirem perdão pelos pecados e procurarem uma igreja para serem salvas da doença.

Denúncia

O presidente do Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), Eduardo Trindade, acionou a assessoria jurídica da entidade para avaliar o tipo de providência mais adequada diante do anúncio de imunização feito pela igreja.
De acordo com a promotora Angela Rotunno, coordenadora do Centro de Apoio de Defesa dos Direitos Humanos do MP do Rio Grande do Sul, “é comum o ser humano se sentir desesperado e desamparado, diante da doença e da possibilidade de morte”.
“Essa fragilidade emocional afasta a racionalidade e traz, como consequência, a facilidade em acreditar em qualquer promessa de proteção ou cura. É o que está acontecendo no momento. Pessoas inescrupulosas tentam obter vantagem desse desalento”, continuou a promotora.