Cenário: Venezuela está cada vez mais perto de uma guerra civil


Maduro enfrenta uma forte pressão internacional para desistir da Assembleia Constituinte Foto: Miraflores Palace/Handout via REUTERS

A rebelião política na Venezuela pode evoluir para a guerra civil, ainda que de proporções limitadas, em razão da escalada da violência contra a oposição ao governo de Nicolás Maduro. A projeção está contida no relatório da inteligência da Defesa americana apresentado duas semanas atrás na Comissão das Forças Armadas do Senado, em Washington. O documento não trata de uma eventual intervenção no país, mas alerta para os riscos que essa situação pode trazer para os interesses dos Estados Unidos. Faz sentido.

Ao menos um terço dos 133 mil homens e mulheres das Forças Armadas não concordam com as medidas radicais do governo, segundo o Observatório Venezuelano da Violência (OVV). O problema é que essa dissidência tem vários formatos. E dela não faz parte o Alto Comando: todo o generalato das três Armas – Exército, Marinha e Aeronáutica -, é “disciplinado e fiel às ordens do chefe supremo”, de acordo com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, ele próprio um general.

É uma situação desconfortável para os vizinhos regionais. A Colômbia começou a reforçar ontem com tropas do Exército, a extensa linha de fronteira com a Venezuela, sob o argumento de que é preciso prevenir um surto de febre aftosa que ameaça o rebanho local, livre da doença desde 2009. Para dar apoio aos agentes sanitários nos postos de controle, foram deslocados grupos dos Lanceros, uma unidade de operações especiais que até 2016 enfrentava os guerrilheiros das Farc.


ATROPELAMENTO PRÓXIMO A MESQUITA DE LONDRES DEIXA UM MORTO


 

Uma van avançou contra fiéis que saíam de uma mesquita de Londres na madrugada desta segunda-feira (19), deixando um morto e dez feridos, informou a Polícia Metropolitana da capital britânica.

O incidente ocorreu pouco depois da meia-noite, na Seven Sisters Road, perto da mesquita de Finsbury Park. A polícia informou ter prendido um suspeito, um homem de 48 anos cuja identidade não foi revelada.

 

“O motorista da van foi encontrado detido pelas pessoas que estavam no local e foi preso em conexão com o incidente”, informou a polícia em comunicado.

Ainda não está claro se foi um ato deliberado ou um acidente. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse que a polícia trata o incidente como possível “ataque terrorista”, e o caso é investigado pelo Comando de Contraterrorismo.

May qualificou de “terrível” o incidente ocorrido perto da mesquita de Finsbury Park, uma das mais importantes do Reino Unido, e expressou sua solidariedade às vítimas e a suas famílias. O ataque ocorreu durante o Ramadã, mês sagrado do calendário muçulmano, quando as pessoas vão às mesquitas fazer orações à noite.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que um número adicional de policiais havia sido mobilizado para tranquilizar as comunidades, especialmente aquelas que observam o Ramadã, descrevendo o ataque como um “um assalto aos nossos valores compartilhados de tolerância, liberdade e respeito”.

Ataque deliberado

O secretário-geral do Conselho Muçulmano Britânico (MCB, na sigla em inglês), Harun Khan, descreveu o incidente como a “mais violenta manifestação de islamofobia até hoje” e pediu que as autoridades façam mais para “combater o aumento dos crimes de ódio”. Kahn disse que o atropelamento parece ter sido intencional.

A mesquita de Finsbury Park já foi associada à ideologia islamista radical no passado. Seu antigo imame, Abu Hamza, foi preso no Reino Unido por incitar violência racial e ódio antes de ser extraditado para Nova York, onde foi condenado à prisão perpétua por terrorismo em 2015.

Mas a imagem da mesquita mudou depois que ela foi fechada e reabriu sob o comando de uma nova equipe de administrativa e religiosa. O templo não é associado a visões extremistas há mais de uma década.

Londres está sob tensão após oito pessoas terem sido mortas em um ataque com uma van e a faca na Ponte de Londres e no Borough Market no início do mês. Em março, um homem jogou um veículo contra um grupo de pedestres nos arredores do Parlamento britânico, em Londres, matando quatro pessoas e deixando 50 feridas.

Em 23 de maio, um britânico de origem líbia fez um ataque suicida em Manchester, durante o show da cantora Ariana Grande. A explosão deixou 22 mortos e mais de 60 feridos. Mais da metade das vítimas era menor de 16 anos. Foi o ataque terrorista mais mortal no Reino Unido desde os atentados de 7 de julho de 2005, em Londres.

 

Fonte: dw.com


Megaciberataque derruba sistemas de comunicação ao redor do mundo


Um megaciberataque derrubou sistemas de comunicação de empresas e serviços públicos em diferentes países durante a manhã desta sexta-feira (12).

A ação foi feita com um vírus espalhado pelas redes que atinge uma falha do Windows conhecida após o vazamento de ferramentas sigilosas usadas pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA).

O vírus, do tipo “ransomware”, faz aparecer nas telas de computadores mensagens pedindo o pagamento de um resgta em bitcoins  para reativar o sistema. O valor, equivalente a US$ 300 (R$ 940), deveria subir com o passar do tempo.

Inicialmente, o ataque atingiu redes internas de diversas empresas da Espanha, entre elas a Telefônica, que orientou seus funcionários a desligar os computadores. Relatos de funcionários indicam que também foram afetados os sistemas da seguradora espanhola Mapfre e do banco BBVA.

No Reino Unido, o ataque derrubou os sistemas de tecnologia de ao menos 16 hospitais públicos. O bloqueio de computadores impediu o acesso a prontuários e provocou o redirecionamento de ambulâncias. A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou que o ataque faz parte de uma ação internacional e que não há evidências de que informações de pacientes tenham sido comprometidas.

Costin Raiu, diretor da empresa russa de cibersegurança Kasperky, disse nas redes sociais que foram registrados mais de 45 mil ataques em 74 países e que o número “está crescendo rapidamente”.

Até o momento, segundo a Kaspersky, o país com o maior número de máquinas afetadas foi a Rússia. Há também relatos no Brasil, Japão, Turquia, Filipinas, Alemanha, entre outros.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo também foi alvo de ataques, e a equipe de tecnologia recomendou que os funcionários do órgão desligassem seus computadores. Por volta das 14h45, o site do tribunal estava fora do ar.

Funcionários do banco Santander e da Vivo também relataram problemas nas redes internas. As assessorias de imprensa do Santander e da Telefônica, dona da Vivo, negaram que as empresas foram afetadas.

SOFTWARE

O software malicioso foi apelidado de “WannaCrypt0r” e de “WannaCry” (“quer criptografar” e “quer chorar”, respectivamente, em tradução livre) e tinha versões em vários idiomas, inclusive português. Informações preliminares da imprensa espanhola indicam que os ciberataques têm origem na China.

A falha no Windows que permite o ataque foi reportada pela Microsoft em março. A empresa recomendou a atualização de versões em diversos sistemas operacionais, entre elas Windows 7, 8 e 10.

O site NoMoreRansom, que combate esse tipo de vírus, desaconselha o pagamento de resgate, pois o retorno do funcionamento do computador não é garantido.

Por: Folha de SP


Após provocação, EUA envia porta-aviões para perto da Coreia do Norte


Os Estados Unidos determinaram, neste sábado (8), o deslocamento do porta-aviões USS Carl Vinson e de outros navios da Marinha para águas próximas ao território da Coreia do Norte. De acordo com fontes ouvidas pela rede de televisão norte-americana CNN, o movimento é uma demonstração de força após “novas provocações” feitas pelo presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que tem coordenado testes de lançamentos de mísseis em direção ao mar. A esquadra suspendeu um exercício na Austrália após receber uma ordem do almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico, para se deslocasse à Península Coreana, onde os militares americanos devem participar de manobras anuais de defesa comandadas pela Coreia do Sul, constantemente ameaçada pela vizinha do norte, segundo a Agência Brasil. O envio do porta-aviões ocorre na semana em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu a visita do presidente chinês, Xi Jinping.

BA Noticias


Sobe para 72 o número de mortos por ataque na Síria; países cobram investigação


O número de mortos pelo suposto bombardeio químico ocorrido na terça-feira (4), na cidade de Khan Sheikhun, no norte da Síria, subiu para 72 pessoas, entre elas 20 crianças, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (5) pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre os mortos, também estão 17 mulheres, segundo a ONG, que anteriormente tinha estimado em 58 o número de pessoas mortas na cidade, que está em uma zona sob controle rebelde. “O número pode aumentar porque algumas pessoas estão desaparecidas”, afirmou a ONG.

A ONG alertou que, nas últimas horas, aconteceram novos bombardeios em Khan Sheikhun, realizados por aviões de guerra não identificados, mas não há registro de vítimas.

Uol