Tendo início em 2008, a Ciclo Caatinga concretizou como um dos eventos ciclísticos mais importantes da região, contando com cento e trinta e dois (132) …
Seis municípios baianos registram mais casos ativos de Covid-19 do que a capital baiana. Um deles tem menos de 24 mil habitantes, e outro, menos de 40 mil moradores, segundo estimativa do IBGE 2020. Os casos ativos são aqueles em condição de infectar outras pessoas.
Vitória da Conquista, no Sudoeste, tem o maior número do estado, com 175. Em segundo aparece Itabuna, no Sul, com 170; em terceiro Eunápolis, na Costa do Descobrimento, com 134; em quarto Caculé, também no Sudoeste, com 88, e em quinto Santa Maria da Vitória, na Bacia do Rio Corrente, Oeste, com 78.
Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) da tarde desta quarta-feira (4), Salvador tem 72 casos ativos. Com 2,8 milhões de habitantes, a capital do estado chega a ter menos registros ativos que cidades com Caculé, que tem 23,3 mil habitantes; e Santa Maria da Vitória, com 39,7 mil.
A situação é menos desproporcional em Vitória da Conquista, 341,1 mil habitantes; Itabuna, 213,6 mil; e Eunápolis, 114,3 mil. No último domingo (1°), a Sesab informou que havia três municípios com mais casos ativos de novo coronavírus do que Salvador (ver aqui).
Em carta enviada ao público nesta segunda-feira (02), através da Câmara de Vereadores, o funcionário público Paulo Dias Silva Filho, se retratou após os vereadores da oposição cobrarem esclarecimentos sobre a fala divulgada nas redes sociais. O Coordenador de Execução da prefeitura de Caculé, agiu de forma desrespeitosa com a população ao falar que não liberava o carro pipa por intermédio dos vereadores oposicionistas.
A fala pegou os caculeenses de surpresa, pois a cidade passa por um momento delicado por falta de chuvas. Em um trecho tirado da fala Silva relata ” qualquer um da oposição que pedir para mim eu não libero, agora se a pessoa vir pedir para mim eu libero, pode falar para eles, qualquer um deles lá, vai tomar no cabo”.
Esta não foi a primeira situação indevida de atendimento ao público ocorrida na gestão do prefeito Pedro Dias, diversos relatos têm sido motivo de queixa pela população. O que era para ser uma gestão para todos tem ocorrido ao contrário.
Na tarde desta sexta-feira (30), a Secretaria de Saúde divulgou que a cidade registrou o 14° óbito devido as complicações do Covid-19. A cidade consta neste exato momento 96 casos ativos do coronavírus, mesmo com os números elevados, foi decretado o relaxamento.
Neste fim de semana foi registrado grandes movimentos e aglomerações por os quatro cantos da cidade. Os cuidados com o novo coronavírus devem ser mantidos.
A Polícia Militar de Caculé, através da 94ª CIPM, informa que a cidade conta com um novo número para atendimento via WhatsApp. A Polícia Militar tem como intenção combater os crimes com maior agilidade, obtendo informações sobre pontos de tráfico de drogas, paradeiro de pessoas foragidas da justiça, veículos com restrições de furto/roubo. Este são exemplos de crimes que podem ser informados com detalhes através do aplicativo de mensagem, tendo sempre a garantia do sigilo e preservação da identidade.
Anote em seu celular, pois em caso de precisão poderá enviar informações de grande importância, (77) 991929292.
Também foi informado que o antigo número segue funcionando normalmente, servindo apenas para ligações de urgência (77) 981165291.
E de uma hora para outra e diante do enfrentamento a uma pandemia sem precedentes na história, milhares de educadores tiveram que se reinventar. Uma corrida contra o tempo para que o impacto aos alunos fossem os menores possíveis. Do acesso limitado à internet, passando pelo convívio com as próprias angústias e também dos estudantes, até a adaptação a uma rotina completamente nova e uma forma de educar inédita.
Os professores tiveram que colocar à prova um dos principais ensinamentos do educador e filósofo Paulo Freire: “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”.
E um dos relatos, repletos de amor e coragem, que irão eternizar este período de aprendizado para educadores e educandos será o da professora Cláudia Eliane Neves Castro Ramos, de Caculé, cidade do interior do Sudoeste baiano.
As experiências da professora foram selecionadas para integrarem o livro “Educadores sim, cidadãos também: mensagens de quem ousa ensinar em contextos pandêmicos”, produzido pelo Instituto Fiocruz, em comemoração ao Centenário de Paulo Freire.
Especializada em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Inglesa, pela UNEB (Universidade do Estado da Bahia), Claudia vai detalhar no livro os percalços do ensino a distância, como a tecnologia foi fundamental neste processo, fala sobre o apoio dos familiares e dos entusiastas da educação e aborda a rotina nada fácil de ensinar em meio a tantas incertezas.
Em um dos trechos do relato que estará na publicação, a professora baiana demonstra como foi necessário buscar novas formas de ensinar. E é assim que ela descreve o que chamou de “sala de aula invertida”: “Esta proposta permitiu quebrar o modelo tradicional de ensino, em que na maioria das vezes o professor é quem explana o assunto. Solicitei de cada aluno um vídeo onde ele seria ‘o professor por um dia’. Os resultados foram maravilhosos e emocionantes, pois, em cada trabalho, conseguia perceber como o aluno me enxergava como professora, na escolha das roupas, no dinamismo da fala, no jeito de fazer as colocações, correções e até nas broncas, enfim um pouquinho de mim em cada um”.
E se a tecnologia e o consequente ensino a distância se mostraram grandes aliados deste período, eles também causaram algumas cenas engraçadas, ao menos para os alunos. “Enquanto eu aplicava minhas aulas ao vivo pelo Google Meet, meus filhos menores estavam brigando na sala. Pedi licença aos meus alunos, fechei a câmera e pensava ter fechado também o microfone, e gritei para pararem de brigar. Quando voltei, todos os alunos estavam sorrindo sem parar e eu com o rosto desbotado de vergonha. Outro dia, os passarinhos começaram a cantar, o gato passou a miar, o cachorro da vizinha começou a latir e um dos meus alunos falou: ‘Professora, sua casa parece um zoológico’.
Outro aspecto destacado pela professora foi que a pandemia estabeleceu uma relação diferenciada entre família/escola e vice-versa, o que fez muita diferença, pois, sem a participação dos responsáveis, pouco pode ser feito na vida das crianças.
Claudia afirma estar “muito feliz e orgulhosa por representar Caculé e a Bahia nesta obra que envolve todo o país”. “Este é um momento primoroso para a minha carreira. O ato de escrever sempre foi uma paixão. Com as palavras conseguimos libertar a alma de suas dores e incertezas”, disse a professora que leciona há mais de 27 anos, dos quais 22 deles no Colégio Municipal Professor Vespasiano Filho, e que já produziu, juntamente com alunos, livros de poesia, entre eles: ” Na linha das poesias”, “Ao alcance dos olhos” e “Poesia sem fronteiras”.
Além disso, Claudia também teve textos publicados no livro “Educação com energia”, projeto de eficiência energética, patrocinado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).